Reiquiavique: o que ver, dados e voos

Reiquiavique é a capital da Islândia e a cidade mais setentrional do mundo com estatuto de capital, com cerca de 140.000 habitantes. Viaja-se para ela como base para explorar as paisagens vulcânicas e os glaciares do país, mas também pela sua oferta cultural, a sua arquitetura singular e o seu ambiente tranquilo e cosmopolita.
O que ver
O centro percorre-se a pé sem dificuldade. A igreja Hallgrímskirkja, com a sua fachada de betão que imita colunas de basalto, é o ponto de referência visual e da sua torre vê-se toda a cidade e a baía. A poucos minutos está a escultura Sun Voyager, uma estrutura de aço que evoca um barco viking, situada junto ao mar.
A Sala de concertos Harpa, com a sua fachada de cristal geométrico, é outro marco imprescindível, tanto pela sua arquitetura como por albergar a Orquestra Sinfónica da Islândia. O edifício está aberto ao público e pode-se passear pelo seu interior sem pagar entrada.
Bairros e como se percorre
O núcleo histórico concentra-se à volta da rua Laugavegur, a principal artéria comercial, e a praça Ingólfstorg. Aqui estão as lojas, cafés e restaurantes, e é onde se concentra a vida urbana. O bairro de Vesturbær, a oeste, é residencial e tranquilo, com casas baixas coloridas e alguns pequenos cafés de bairro.
Para se mover, o centro é compacto e pode-se andar em menos de uma hora. Para distâncias maiores, a rede de autocarros urbanos cobre toda a cidade, embora não seja frequente. Muitos visitantes alugam carro no aeroporto de Keflavík (KEF), a uns 50 km, para combinar a cidade com excursões pela ilha.
Comer e vida noturna
A oferta gastronómica baseia-se em produtos locais: peixe fresco, cordeiro e, como especialidade, o cachorro quente da famosa banca Bæjarins Beztu, perto do porto. Há numerosos restaurantes de cozinha nórdica moderna, embora os preços sejam altos. Para comer barato, os supermercados e as sopas dos cafés são opção prática.
A vida noturna é conhecida pelo seu ambiente intenso, sobretudo de quinta a sábado. Os bares concentram-se na Laugavegur e ruas adjacentes, e é habitual que as pessoas saiam tarde e terminem em discotecas pequenas. A cerveja é cara, mas a oferta de música ao vivo, com bandas locais, compensa.
Escapadas perto
A escapada clássica é a Lagoa Azul, a uns 50 km a sudoeste, um balneário geotérmico num campo de lava com águas leitosas de cor azul. É popular e concorrida, pelo que convém reservar com antecedência. Outra opção é o Círculo Dourado, que inclui o parque nacional de Þingvellir, a cascata Gullfoss e a zona geotérmica de Geysir, a menos de duas horas de carro.
Para algo mais próximo, a península de Seltjarnarnes, a oeste da cidade, oferece passeios costeiros e vistas à montanha Esja, ideal para uma caminhada curta se o tempo acompanhar.
- Hallgrímskirkja – Igreja luterana com torre panorâmica, o edifício mais reconhecível da cidade.
- Sala Harpa – Centro de concertos e conferências com fachada de cristal, junto ao porto.
- Sun Voyager – Escultura de aço na costa, símbolo do espírito viking.
- Lagoa Azul – Balneário geotérmico a 50 km, com águas ricas em minerais.
- Laugavegur – Rua principal de lojas, bares e restaurantes, coração do centro.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor época para visitar Reiquiavique?
Depende do que procura. De junho a agosto há luz quase 24 horas e temperaturas suaves, ideal para percorrer a cidade e fazer excursões. De setembro a março, há mais possibilidades de ver auroras boreais, mas o clima é frio e os dias muito curtos, com apenas quatro ou cinco horas de luz.
É caro viajar para Reiquiavique?
Sim, é uma das capitais mais caras da Europa. A comida, o transporte e o alojamento têm preços elevados. Para poupar, convém cozinhar ou comer nos supermercados, usar o autocarro em vez de táxis e reservar as excursões com antecedência. A Lagoa Azul e os tours organizados representam um gasto importante.