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Tashkent: o que ver, dados e voos

Tashkent é a capital do Uzbequistão e o principal ponto de entrada no país, com mais de três milhões de habitantes. Viaja-se para ela como base logística para explorar a Rota da Seda, mas também pela mistura de arquitetura soviética, bazares ativos e um centro renovado que combina tradição islâmica e vida moderna.

O que ver

O percurso clássico começa no Complexo Hazrati Imam, um conjunto religioso que abriga o Alcorão de Uthman, um dos manuscritos mais antigos conservados. Ao redor há madraças do século XVI e uma mesquita de construção recente, com um ambiente tranquilo que contrasta com o barulho do centro.

A Praça da Independência é o eixo cívico da cidade, com amplas avenidas, fontes e o Arco da Eternidade. Perto está o Bazar de Chorsu, um mercado coberto com cúpula azul onde se vende de tudo: especiarias, frutos secos, pão tradicional e roupa. É o melhor lugar para ver a vida local sem artifícios.

Bairros e como percorrer

A cidade é extensa e plana, mas o metro é a ferramenta chave para se mover. As estações da linha de Tashkent, construídas na época soviética, são por si só uma atração: cada uma tem um design distinto, com mármore, mosaicos e lustres. Não se deve perder estações como Kosmonavtlar ou Alisher Navoi.

O centro pode ser percorrido a pé sem problema entre a Praça da Independência e o Bazar de Chorsu, mas para chegar a Hazrati Imam convém usar o metro ou um táxi. Os bairros residenciais ao norte e ao sul são de blocos soviéticos e casas baixas, com pouco interesse turístico, exceto para ver a vida cotidiana.

Comer e vida noturna

A comida uzbeque é contundente: o plov (arroz com carne e cenoura) é o prato nacional, e é servido em restaurantes especializados. Também há samsas (empadas assadas) e shashlik (espetinhos). Para provar de tudo, o Bazar de Chorsu tem barracas de comida rápida local, mas os restaurantes do centro oferecem versões mais cuidadas.

A vida noturna é modesta. Há bares e pubs em hotéis internacionais e alguns locais com música ao vivo, mas não é uma cidade de festa. A opção mais comum é jantar tarde e dar um passeio pelas avenidas iluminadas, especialmente no verão, quando as temperaturas noturnas são agradáveis.

Quando ir

A melhor época é primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro), com temperaturas suaves e pouca chuva. O verão é extremo, com dias que superam facilmente os quarenta graus, e o inverno é frio, com geadas e alguma neve. Em qualquer caso, o metro e os interiores climatizados fazem com que a cidade seja visitável o ano todo, mas o conforto muda muito conforme a estação.

Lugares-chave

  • Complexo Hazrati Imam – Conjunto religioso com o Alcorão de Uthman e várias madraças.
  • Bazar de Chorsu – Mercado coberto com cúpula azul, ideal para comprar especiarias e ver a vida local.
  • Metro de Tashkent – Estações decoradas com mármore e mosaicos da época soviética, cada uma distinta.
  • Praça da Independência – Centro cívico com fontes, avenidas e o Arco da Eternidade.
  • Museu de História do Uzbequistão – Revisa desde a pré-história até a era soviética, com peças da Rota da Seda.

Perguntas frequentes

É seguro circular por Tashkent?

Sim, é uma cidade segura para o turismo, com baixa criminalidade violenta. Convém usar o metro ou táxis oficiais para evitar golpes nos preços, e ter cuidado com os carteiristas em zonas concorridas como o bazar, mas não há problemas maiores para caminhar de dia ou de noite pelo centro.

Quanto tempo é necessário para ver a cidade?

Com dois dias completos é suficiente para ver o principal: um dia para o centro (Praça da Independência e metro) e outro para Hazrati Imam e o Bazar de Chorsu. Se se quiser ir a algum museu com calma, um terceiro dia é recomendável, mas não é imprescindível.

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