Astana: o que ver, dicas e voos
Astana, a capital do Cazaquistão desde 1997, é uma cidade construída propositadamente na estepe, com uma arquitetura futurista que mistura monumentos de grande escala com um planejamento urbano de avenidas largas. Viaja-se até lá para ver um experimento urbano sem precedentes, onde o dinheiro do petróleo e do gás se transformou em torres, cúpulas e formas impossíveis, e para entender a identidade cazaque contemporânea, que olha para o futuro sem renunciar às suas raízes nômades.
O que ver
O eixo visual da cidade é a Torre Bayterek, uma estrutura de 97 metros de altura coroada por uma esfera dourada que representa um ovo de pássaro mítico. Do seu mirante vê-se a cidade inteira, e no interior há uma exposição sobre o presidente Nazarbayev, impulsionador da mudança da capital. A poucos minutos, a Mesquita Hazrat Sultan, a maior da Ásia Central, impressiona pela sua cúpula azul e seus quatro minaretes, com um interior de mármore e tapetes que admite visitantes fora dos horários de oração.
O Palácio da Paz e Reconciliação, uma pirâmide de vidro e aço projetada por Norman Foster, é outro marco: abriga um auditório e um museu das culturas. Não menos chamativo é o centro comercial Khan Shatyr, uma gigantesca tenda transparente que cria um microclima interno com praia e palmeiras, ideal para entender como se combate o frio extremo da cidade.
Bairros e como percorrer
A cidade divide-se em duas margens do rio Ishim. A margem direita é a zona histórica, com ruas mais estreitas e edifícios da era soviética, enquanto a margem esquerda concentra o distrito governamental e os arranha-céus de vidro. O passeio mais recomendado é o boulevard Nurzhol, que une a torre Bayterek ao Palácio da Paz, ladeado por jardins e fontes. Para se locomover, o metrô tem apenas uma linha com três estações, útil para atravessar o rio, embora a maioria dos deslocamentos seja feita de táxi ou ônibus, já que as distâncias são longas e o clima não convida a caminhar no inverno.
Museus e teatros
O Museu Nacional do Cazaquistão, na margem esquerda, é o mais completo do país: percorre desde a Idade do Bronze até a independência, com uma sala dedicada ao ouro dos citas e outra à vida do presidente. Sua arquitetura, com uma cúpula azul e fachada de granito, já é um ícone. O Teatro de Ópera e Balé Astana, de estilo neoclássico, oferece apresentações de qualidade com preços acessíveis, sendo uma boa opção para uma noite cultural. Ambos ficam a cerca de vinte minutos a pé um do outro, no distrito dos ministérios.
Comer e vida noturna
A gastronomia local gira em torno da carne: o beshbarmak (massa com cordeiro e cebola) e os manty (pastéis cozidos no vapor) são pratos imprescindíveis, servidos em restaurantes como os do boulevard Nurzhol. Para algo mais informal, os mercados oferecem samsa, empadas de carne assadas. A vida noturna concentra-se nos hotéis de luxo e nos bares da margem esquerda, onde se misturam jovens cazaques e expatriados. Os preços são mais altos que no resto do país, mas ainda assim inferiores aos de Moscou ou Almaty.
Perguntas frequentes
Quantos dias são necessários para ver Astana?
Com dois dias completos é suficiente para ver os principais monumentos, o museu nacional e dar um passeio pelo boulevard. Se quiser adicionar uma escapada ao próximo mausoléu de Khoja Ahmed Yasavi, em Turquestão, precisará de um dia a mais, embora a distância seja considerável e geralmente seja feita de avião ou trem.
Qual é a melhor época para visitá-la?
De maio a setembro, com temperaturas amenas e dias longos, é a época mais confortável. No inverno, de dezembro a fevereiro, o frio é extremo (pode baixar de -30 °C), mas a cidade tem um encanto especial com a neve e os interiores climatizados, e os preços dos hotéis baixam notavelmente.